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09 července O TETRA DA DEFESAPARABÉNS, ITALIA.
UMA DEFESA BRILHANTE, COM GIGANTES COMO CANNAVARRO, MATERAZZI, FABIO GROSSO, GATTUSO E ZAMBROTA. ESTA JÁ ESTÁ NA HISTÓRIA COMO A MAIOR DEFESA DE UMA SELEÇÃO EM TODAS AS COPAS DO MUNDO. GRAÇAS A ELA, A ITÁLIA ATINGIU O FEITO DO BRASIL DE 94, TETRACAMPEÃO NUMA DISPUTA DE PÊNALTIS. NÃO CREIO QUE SE ZIDANE TIVESSE PERMANECIDO EM CAMPO, O RESULTADO SERIA NECESSARIAMENTE DIFERENTE. MAS, INFELIZMENTE, O MAESTRO FRANCÊS FICARÁ PARA SEMPRE MARCADO POR ESSA ATITUDE MALUCA, IMPENSADA, IMPROVÁVEL, QUASE QUE INACREDITÁVEL.
ZIDANE FOI UM DOS MELHORES JOGADORES DE FUTEBOL QUE JÁ VI JOGAR. SEU TALENTO COM A BOLA NOS PÉS, AS PASSADAS LARGAS, OS DRIBLES, A FORMA DE TOCAR NA BOLA, UM BAILARINO EM CAMPO, O BARISCHNIKOV DA BOLA. CONFESSO QUE TORCI PARA A FRANÇA POR CAUSA DELE. ERA A ÚLTIMA CHANCE DE TERMOS UM CRAQUE DA COPA QUE TIVESSE TALENTO COM A BOLA NOS PÉS.
E NÃO É PORQUE TORCI PARA A FRANÇA QUE ACHO QUE ELA FOI MUITO MELHOR NA ÉPICA FINAL DE BERLIM. TODOS VOCÊS VIRAM O JOGO E DEVEM CONCORDAR QUE A ITÁLIA JOGOU MUITO PIOR DO QUE NA SEMIFINAL CONTRA A ALEMANHA E NAS QUARTA-DE-FINAL CONTRA A UCRANIA. PARECIA A ITALIA DO JOGO CONTRA A AUSTRALIA NAS OITAVAS. O MEIO-CAMPO FRANCES DOMINOU AMPLAMENTE O INOPERANTE MEIO-DE-CAMPO ITALIANO. E, AO FINAL DO JOGO, ANUNCIOU-SE O QUE FOI PARA MIM A MAIOR SURPRESA DA COPA. O APAGADÍSSIMO ANDREA PIRLO FOI ELEITO O MELHOR HOMEM EM CAMPO NA GRANDE FINAL. MEU DEUS, MAMA MIA, QUE BARBARIDADE.
O FATO É QUE A ITALIA É TETRA, FALTA SÓ UM PARA ALCANÇAR O BRASIL, QUE FOI TÉTRICO NA ALEMANHA.
ALEMANHA QUE TEVE NA COPA DO MUNDO DE 2006 UM MOMENTO IMPORTANTÍSSIMO EM SUA TUMULTUADA TRAJETÓRIA. A COPA MARCOU UM DIVISOR DE AGUAS NA HISTORIA DO PAÍS, RESGATANDO O ORGULHO DE UMA GRANDE E HOSPITALEIRA NAÇÃO. UMA COPA EXTREMAMENTE BEM ORGANIZADA, NA QUAL TODOS OS QUE TIVERAM O PRIVILÉGIO DE ESTAR PRESENTES SE SENTIRAM EM CASA E PARTICIPANDO DE UMA FESTA INESQUECÍVEL. AGRADEÇO A DEUS POR TER VIVIDO PARTE DESSA HISTÓRIA, QUE FICARÁ GUARDADA PARA SEMPRE EM MEU CORAÇÃO.
ABRAÇOS A TODOS 06 července Dicas de viagemAmigos e amigas da bola,
Enquanto italianos e franceses se preparam para a grande final de domingo, saio um pouco do tema futebol e trato de turismo, algo tão interessante e agradável quanto uma Copa do Mundo. Se misturar os dois, então, a fórmula é perfeita. Para não ficar totalmente fora do vlima de Copa, dou notas para as cidades de nosso roteiro:
1.Dallas - típica cidade do Texas. calor sufocante, estilo country, poucos lugares de interesse. visite o local onde JFK foi assassinado e volte para o hotel ou aeroporto. Nota 6.
2.Frankfurt - interessante cidade, centro financeiro da Europa apesar de ter menos de 700.000 habitantes. Teve o melhor FanFesta da Copa, com um telão flutuante sobre o Rio Main. Vale a visita, apesar de ficar marcada como o local do fiasco brasileiro contra a França. Nota 7,5
3.Berlin - vibrante, cosmopolita, tradicional e moderna capital da Alemanha. Ótimos museus, muitos parques, Reichstag, Brandenburgo, Muro, muitas atrações imperdíveis. Nota 8,5
4.Praga - a jóia da Europa, uma cidade maravilhosamente bela e romântica. Impressionante. Nota 9,5.
5.Munique - surpreendentemente interessante, a capital da Baviera tem muito além das cervejarias. Muito agradável e alegre. Nota 9.
6.Viena - um pouco decepcionante. Belos palácios, museus e muita ópera e Mozart. Mas parece ser fria e cinzenta, pouco vibrante. Nota 7,5
7.Bratislava - um paraíso escondido no centro da Europa, fora da rota tradicional. um centro histórico fascinante, com ruelas e magníficas construções. Fica a uma hora de Viena, vale a visita. Nota 8.
8.Colonia - delícia de cidade. Uma catedral maravilhosa, rio Reno banhando a cidade,
restaurantes e cafés ao ar livre e eficiente sistema de transporte, com aquele charmoso tram. O único lugar da Alemanha onde se pode tomar canecas menores que meio litro de cerveja. Nota 8.
9.Dortmund - menor e menos interessante que Colonia. Nota 6.
10.Zurique - centro financeiro da Suiça, caríssimo. Um café a 5 euros. Fique pouco. Nota 5,5
11.Nova York - desnecessário comentar. Para mim, nota 8.
Abraços 04 července Itália heróica, o jogo símbolo da CopaAmigos e amigas da bola,
Comecei a ver a primeira semifinal da Copa de 2006 completamente neutro. Confesso que antes da partida achava que seria mais justo a Alemanha chegar a final, mas por outro lado não queria que os alemães superassem o Brasil em número de vezes na final de Copa, já que ambos tem 7. No entanto, no transcorrer da épica semifinal em Dortmund, no mesmo estádio onde estive a uma semana vendo Brasil e Gana, virei um verdadeiro tifosi da Azurra. Sim, porque além da já tradicional defesa intransponível, os italianos demonstravam uma garra, uma determinação, uma aplicação tática que deveria rubrorizar os jogadores brasileiros que estivessem assistindo a partida na televisão em seus respectivos condomínios fechados.
Não adianta, está no DNA de cada atleta. Ninguém chuta melhor de fora da àrea do que o alemão, ninguém toca melhor a bola do que o argentino, ninguém dribla melhor que o brasileiro, mas ninguém se aproxima da capacidade do jogador italiano de desarmar e se defender. Canavarro, Matterazzi, Gatuso, meu Deus. Que Copa sensacional que estes verdadeiros gladiadores vêm fazendo. E como é sintomático e bonito ver que, pela primeira vez na história que um treinador italiano ousa colocar Totti e Del Piero em campo ao mesmo tempo, a Itália foi letal. Um libelo ao futebol criativo, um triunfo da mistura defesa-ataque. Uma aula de disciplina tática com objetividade. A Itália triunfou na batalha de Dortmund de uma maneira que já está nos anais da Copa do Mundo. Esse jogo, por sinal, foi o verdadeiro símbolo da Copa de 2006. Um campeonato no qual a força do conjunto prevalece sobre as vaidades individuais, a marcação e o posicionamento tático são fundamentais para a conquista do resultado e, finalmente, onde brilham os jogadores completos, que tem na capacidade de defender e desarmar uma arma tão ou mais importante do que aqueles que só sabem fazer firulas com a bola.
Agora é com você, guerreiro Scolari.
Abraços 02 července Crônica de uma morte anunciadaAmigos e amigas da bola,
Finalmente Parreira escalou o time do povo, com Juninho no meio e Ronaldinho no ataque. Mas, "quantas vezes, nesses 40 dias de preparação desde Weggis até Frankfurt, o Brasil treinou essa formação?", me perguntaria o incauto torcedor. A resposta coincide com o mesmo número de gols marcados pelo melhor do mundo nesta Copa, coincide com o número de partidas em que o Brasil venceu e convenceu neste mundial, coincide com o número de gols que Trinidad & Tobago marcou em Copas, isto é, ZERO.
Ontem, na primeira partida do Brasil que assisti em território nacional, fiquei pensando naquelas dezenas e dezenas de estrangeiros com quem cruzei ao longo desses 20 dias na Copa. De todos, ouvia a enorme admiração que sentem pela magia do futebol brasileiro, pela sua criatividade, capacidade de improvisação e brilho individual de seus atletas. De todos, igualmente, ouvia questionamentos sobre as fracas atuações do Brasil, apesar das 4 vitórias. Sempre respondia que estávamos esquentando, que o Brasil ia melhorar ao longo da competição e que estaríamos no auge a partir das quarta-de-final. A exibição de ontem, no entanto, foi tão patética quanto inacreditável. Em alguns momentos da partida (cerca de 75% do jogo) parecia que os jogadores brasileiros foram avisados no vestiário que uma derrota por até 3 gols de diferença classificaria o time. A apatia, o descaso, a inépcia, o desleixo, foram algo que jamais havia visto em Copas do Mundo. Conforme tive oportunidade de falar ontem após a partida, ao Benjamim Back durante o programa Estádio 97, transmitido ao vivo do Posto 6, a humildade e solidariedade que temos visto em todos os times que disputam a Copa jamais foi mostrada pelo time brasileiro ontem. O futebol brasileiro vive uma crise de empáfia e soberba que são absolutamente irritantes. Todos os jogadores da seleção, sem exceção, afirmam que o Brasil tem a melhor seleção do mundo, quase todos os brasileiros acham que temos o melhor time do mundo, toda a mídia afirma que o Brasil é o melhor do mundo. Meu Deus, se jogarmos 10 partidas contra a Italia, Alemanha, Inglaterra, França, Argentina, asseguro que serão 10 partidas equilibradíssimas, onde qualquer um pode vencer. Estive no estádio de Dortmund e vi o quanto foi enganoso o placar de 3 a 0 contra Gana. Em muitos momentos, tomamos um sufoco de ..... Gana. Será que ninguém vai se lembrar de dizer ao povo brasileiro que na final da Copa das Confederações no ano passado em Frankfurt, a Argentina jogou sem 6 (meia-dúzia) de titulares? Por que tanta arrogância e soberba?
Desculpem o desabafo, mas acompanhei as derrotas de Argentina e Inglaterra nas mesmas quarta-de-dinal. Quanta raça e determinação, quanto orgulho para seus torcedores ver suas seleções caírem de pé, com honra. Assisti também as derrotas em 82 e 86, para Itália e França, respectivamente. E me lembro, como se hoje fora, de ver todos os jogadores brasileiros arrasados, imagens de lágrimas descontroladas e genuínas, uma dor que se identificava com a nossa. E, assisti ontem, as entrevistas de Cafu, Ronaldo, Ronaldinho, Roberto Carlos, lamentando a derrota num lance de bola parada (meu Deus, se fosse 4 a 0 ainda seria pouco) e dizendo que foi uma pena.
Parabéns, argentinos e ingleses, pela honra e dignidade com que representaram seus países.
Abraços
30 června Adeus Copa para mim e para os argentinosAmigos e amigas da bola,
Chegamos a São Paulo. Foi a melhor viagem de minha vida. Espero que todas as pessoas que gosto possam um dia ter a oportunidade de ver uma Copa do Mundo ao vivo.
Acabo de ver a dramatica classificação da anfitriã Alemanha para as semifinais, num jogo épico contra a forte Argentina. Nossos hermanos tiveram o jogo na mão, mas foi impressionante a garra e a determinação dos alemães. Fico imaginando como estão as ruas de Berlim, Munique, Colonia, Hamburgo, Frankfurt e todos os demais lugares pelos quais passamos. É incrível a festa e a histeria coletiva que vem contagiando essa poderosa nação´. A Copa de 2006 já é um divisor de aguas na historia da Alemanha. Antes dela, de 1945 a 2005, o povo alemão ainda nutria significativo constrangimento em vibrar com o país, usar a bandeira e gritar a plenos pulmões Deutschland, Deutschland. Agora, o orgulho de ser alemão é exibido por cada cidadão, qualquer que seja a idade, a posição política, classe social e ideologia. O orgulho nacional alemão foi resgatado, e fui testemunha ocular disso. Sem ironias, fico triste pela Argentina. Sem dúvidas, o futebol deles é muito mais vistoso e interessante do que o futebol alemão.
Espero que tenhamos ao menos um sul-americano entre os semifinalistas. Ai, que medo da França.
Abraços a todos
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